Exercícios
físicos possuem diversos benefícios com relação à prevenção do Alzheimer, com
bases fisiológicas (melhora na vascularização do encéfalo) e bioquímicas
(aumento do nível de neurotransmissores e da enzima complexo IV), como foi dito
no post anterior. Mas os exercícios físicos não são os únicos recomendados para
a prevenção da doença.
Talvez
até mais relacionados com ela, os exercícios mentais têm grande ação na
prevenção dessa patologia. Esses exercícios estão relacionados com a saúde
mental e a capacidade de raciocínio, e podem ser representados com atitudes
bastante simples, como fazer palavras cruzadas e ler livros, ou com execução de
atividades a que o cérebro não está acostumado, como escrever com a mão não
dominante (direita para canhotos, esquerda para destros).
Esse
tipo de atividade trabalha com o estímulo do cérebro, em participar de
atividades que ele não está acostumado, ou em atividades que necessitam de um
raciocínio maior. Elas forçam estímulos diferentes, que o cérebro nãotem,
digamos, “de antemão”, e fazem com que ele trabalhe mais. Isso estimula a
liberação de mais neurotransmissores, e mais substâncias como a BDNF (citada no
post anterior), que atuam como neurotróficos e protegem os neurônios.
Pode-se
dizer que esses exercícios trabalham com o desenvolvimento da região cognitiva
do cérebro, por estimular o pensamento quando posicionado contra um desafio, e
a reação do cérebro quando colocado em uma situação não usual. Diversos são os
exercícios que propiciam naquele primeiro efeito: fazer palavras cruzadas,
jogar baralho, xadrez, ler, e até mesmo dançar. Quando ao segundo, podem ser
ações ainda mais obvias, entretanto não tão corriqueiras: amarrar o cadarço do tênis
de olhos fechados; fazer contas aritméticas simples (como soma, multiplicação,
etc.) de cabeça ou manualmente, sem ajuda de calculadora; realizar diversas ações
com os membros, utilizando o lado não dominante.
No
próximo post sobre tratamento, será tratado o temo das dietas e da eficácia de
certos alimentos sobre o tratamento do Alzheimer.
Escrito por: José Alberto Souza
Abdon
Fontes de pesquisa:
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